Visconde do Rio Branco / Minas Gerais - MG
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Gentilico: rio-branquense
Aniversário: 28 de setembro
Histórico
Os primeiros habitantes do território riobranquense foram os indígenas Croatos, Cropós e Puris, procedentes do litoral fluminense, das baixadas dos Campos dos Goitacases, onde recebiam a denominação de Goitacás. Esses índios, após a confederação dos Tamoios, nos fins do século XVIII se viram pressionados por tribos inimigas e obrigados a deixar suas aldeias primitivas e partirem em busca de novas terras, ricas em caça, pesca e frutas, distante de selvagens agressivos. O caminho mais fácil e acessível para a fuga foi o curso a margem do Rio Paraíba do Sul e seus afluentes, os rios Pomba e Muriaé. Em seguidas migrações, subiram por esses rios, vindo atingir as margens superiores dos rios Xopotó e Bagres, onde passaram a habitar, dando, assim, origem ao aparecimento de localidade.
'Ainda nos fins do século XVIII os Croatos receberam os cuidados do Missionário Padre Francisco da Silva Campos e do civilizador Guido Thomaz Marliere.
Em 1730, as autoridades da Capitania tomavam medidas com o fim de conquistar esses indígenas. Coube, no entanto, ao Padre Ângelo da Silva Pessanha o mérito de iniciador da tarefa de “civilizer” os Croatos, tendo conseguido fazer cessar as ferozes lutas que eram travadas contra os brancos devastadores. Não resistiram, porém, por muito tempo o contato com o pretenso civilizador e extinguiram-se como tribos na década setenta do século XIX.
O atual nome Visconde do Rio Branco foi dado ao município em homenagem ao grande estadista José Maria da Silva Paranhos (o Visconde do Rio Branco).
Desde o final do século XVIII até o ano de 1945, teve o município diversas denominações, o que sempre motivou equívocos e aborrecimentos lamentáveis. O primeiro nome dado por ocasião do desbravamento da região, no final do século XVIII, foi o de Zona do Rio Xopotó dos Coroados, por ser a região habitada pelos índios Croatos ou Coroados. Posteriormente, teve o de Aldeia do Xopotó e no início do século XIX eram território e povoação, denominados Presídio de São João Batista ou São João Batista do Presídio, por ter sido o local escolhido pela Capitania para a localização de presos políticos ou comuns; funcionava como presídio aberto, tendo a cercá-lo densas florestas. Mais tarde, prevalecendo a Lei do menor esforço, foi a expressão reduzida para Arraial do Presídio e depois simplesmente Presídio. Ao receber foros de cidade, a Vila passou a denominar-se Visconde do Rio Branco, depois Rio Branco e em 1943, recebeu o topônimo de Paranhos, tendo finalmente, em 1945 restabelecido o nome de Visconde do Rio Branco.
Fonte: Visconde do Rio Branco (MG). Prefeitura. 2014. Disponível em: http://www.viscondedoriobranco.mg.gov.br. Acesso em: mar. 2014.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de São João Batista do Presídio, pela Resolução de n.º 21, de 24-07-1810 ou Alvará Régio de 13-08-1810, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Pomba.
Elevado à categoria de vila com a denominação de São João Batista do Presídio, pela Lei Provincial n.º 134, de 16-03-1839, desmembrado de Pomba.
Pelas Leis Provinciais n.ºs 654, de 17-06-1853 e 1.755, de 30-03-1871, é extinta a vila de São João Batista do Presídio, passando a vila à condição de distrito de município de Ubá.
Elevado novamente à categoria de vila com a denominação de Visconde de Rio Branco, pelas Leis Provinciais n.ºs 1.573, de 22-07-1868 e 2.785, de 22-09-1881,
Região Geográfica
Microregião: Ubá
Mesoregião: Zona da Mata
UF: Minas Gerais
Região: Sudeste